Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (Serasa) aponta avanço da digitalização bancária e mudanças no comportamento financeiro dos consumidores
A digitalização do sistema financeiro brasileiro segue avançando e já mudou a forma como os consumidores se relacionam com os bancos. Dados da Pesquisa Meios de Pagamento no Brasil 2026, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em parceria com a Offerwise Pesquisas, mostram que as contas exclusivamente digitais já representam 23% entre os brasileiros, superando as contas exclusivamente físicas, que somam 20%.
O levantamento revela uma transformação no comportamento dos consumidores, impulsionada pela praticidade dos aplicativos bancários, expansão das fintechs e facilidade de realizar operações financeiras diretamente pelo celular.
Apesar do crescimento das contas digitais, o modelo híbrido ainda predomina no país. Segundo a pesquisa, 55% dos consumidores mantêm relacionamento tanto com bancos digitais quanto com instituições financeiras tradicionais, combinando praticidade e atendimento presencial.
O estudo também mostra que o Brasil alcançou elevado nível de inclusão financeira. Atualmente, 97% dos entrevistados possuem conta bancária, cenário que favorece o avanço das soluções digitais e amplia o acesso aos serviços financeiros.
Entre os fatores que impulsionam essa mudança estão a popularização do Pix, pagamentos por QR Code, carteiras digitais e transferências instantâneas, ferramentas que tornaram as transações mais rápidas e acessíveis.
A pesquisa aponta ainda que consumidores mais jovens lideram a adoção de plataformas digitais, utilizando aplicativos bancários para organizar despesas, realizar pagamentos e acompanhar movimentações financeiras em tempo real.
Para o varejo, o crescimento das contas digitais fortalece a expansão dos meios de pagamento eletrônicos e instantâneos, tornando as compras mais ágeis e ampliando a integração entre consumidores, comércio e tecnologia.
